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quinta-feira, 21 de julho de 2011

O final...

Mais um ano acabou, no entanto, este não foi um ano normal. Foi “o” ano!! Foi o ano onde conheci novas pessoas, travei novas amizades, aprendi a perdoar e também a sair da minha zona de conforto.
Este ano trouxe-me uma grande alegria, o final de licenciatura. Finalmente alcancei o meu objectivo. Mas também me trouxe os convívios inesquecíveis, as amizades que ficam gravadas no coração, a bagagem para um futuro profissional. Este ano aprendi que nem tudo é fácil, mas que nem tudo é mau, que há pessoas que entram ao acaso na nossa vida com o objectivo de nos fazer ver que as coisas não têm que seguir aquele caminho certo, planeado sem margem para desvios, que mostram que a vida não deve ser levada apenas com rigor e seriedade, que um pouco de diversão faz-nos sentir melhor, que podemos ter orgulho em nós do jeito que somos. Aprendi também que os amigos estão sempre lá quando precisamos, que velhas amizades perdidas podem retomar o seu curso, que pessoas novas podem ser novos amigos, que podemos cair mas que vamos sempre levantarmo-nos com mais garra e mais força porque o que não nos mata torna-nos mais forte.
No entanto, não posso de forma alguma esconder a tristeza que me invade por ter que ir embora desta cidade, cidade esta que me viu crescer, tornar-me adulta, responsável. Foi aqui que encontrei o meu refúgio, aqui nesta cidade e também em algumas pessoas que comigo compartilham o mesmo gosto por ela. Mas aqui também aprendi o que significa a palavra desilusão, foram algumas, umas mais dolorosas que outras, umas capazes de deixar marcas que nunca mais sairão, outras que com o tempo são esquecidas… Aprendi que nem todas as pessoas são de confiança e que quando menos esperamos nos apunhalam pelas costas, mas também aprendi a sorrir nesses casos, a ser superior.
A UTAD também me vai deixar saudades, espero sinceramente não precisar de lá voltar nos próximos anos, mas realmente este é dos campus universitários mais bonitos do país e talvez da Europa, o verde é senhor e a brisa que anda no ar a rainha deste lugar, mas como qualquer rosa, também tem os seus espinhos e esses eu quero esquece-los e deixa-los para sempre dentro dos portões da universidade. Quero levar comigo apenas as boas recordações de um lugar que me viu crescer durante quatros anos e a tornar-me uma pessoa melhor.

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